segunda-feira, 20 de março de 2017

4 divas do Cinema


Série nova no pedaço, promete pela temática e pelas estrelas! 

FEUD/Bette and Joan: "As estrelas de Hollywood Joan Crawford (Jessica Lange) e Bette Davis (Susan Sarandon) sempre foram conhecidas pelas farpas quando chegavam perto uma da outra. No entanto, elas deixam isso de lado quando aceitam atuar no drama “O Que Aconteceu com Baby Jane?”, até para movimentar a carreira em baixa das duas."

O filme foi um sucesso, um dos melhores da temática "horror", enfim, tornou-se um clássico e só reafirmou o talento das duas divas.
A trama é focada nos bastidores da produção e o que nos mostram ali pode ser verdade ou ainda ser um eco da boataria.
Crítico foi perceber o quanto elas foram manipuladas pelos machos do cinema hollywoodiano para que o desentendimento criado entre elas por essa manipulação fosse um plus no interesse do público e no aumento do volume das bilheterias.

Obviamente, necessário dizer que as duas divas que interpretam Joan e Bette são igualmente fantásticas!
Jessica Lange e Susan Sarandon só reafirmam que mulheres maduras e talentosas sempre terão espaço no mundo do entretenimento, porque não é o avanço dos anos no corpo e na mente que lhes tira a qualidade de interpretar com alma.
Judy Davis também está ótima como Hedda Hopper, a "fofoqueira nº 1" de Hollywood e suas tramas pessoais e profissionais, poderosa porque sabia de todos os segredos.

Um brinde com champagne francês às quatro divas maravilhosas!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Uma outra visão do holocausto



Centenas de filmes já foram feitos abordando o nazismo e as atrocidades que os judeus sofreram nas mãos dos algozes alemães.
Tantos que talvez tenham banalizado o tema.

Por isso, me surpreendeu Memórias Secretas (Remember), onde dois judeus idosos, quase no final na vida, realizam uma perseguição ao comandante nazista que eliminou suas famílias em Auschwitz.
Um deles, imobilizado em um asilo, organizando e comandando o roteiro de busca do outro. que foge e segue as coordenadas. O final é surpreendente, o que considero qualidade básica em uma história.

Christopher Plummer arrasando como o caçador e Martin Landau convincente como o arquiteto da caçada, vale a pena assisti-los em ótima forma e comprovar que a velhice não desqualifica as pessoas.

"Estamos perdendo a memória da História. Temos estado tão sobrecarregados de narrativas de violência que tendemos a esquecer como é a mecânica dela . É muito fácil abstrair parte de nossa sociedade, uma raça, um povo, e vitimizá-los. Daí que criamos essas atrocidades, tanto no caso do genocídio judeu quanto no do armênio. Acho que, quando encontramos um modo diferente de abordá-las, estamos fazendo um alerta sobre esse tipo de tragédia." (Atom Egoyam/cineasta realizador do filme)

Atom Egoyam mostra trama de vingança em "Memórias secretas"

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mulheres Maravilhosas da telinha e do telão

Esse marcador vai homenagear personagens femininos de filmes do telão e da telinha, sejam elas baseadas em gente de carne e osso ou pura ficção.

A primeira da série, Seymour Fleming/Lady Worsley, é interpretada por Natalie Dormer na produção da BBC 2, The Scandalous Lady W. 

Na lei do século 18, as mulheres eram propriedade de seus maridos, e qualquer homem que "danificasse" essa propriedade poderia ser processado no tribunal.
Conheçam a história de um mulher que ousou libertar-se e lutar por sua independência, mesmo tendo que revelar tudo a que submeteu-se para agradar e ser aceita por seu "dono".
Mais que um escândalo sexual, uma história de superação e rebeldia.

Vale a pena assistir ao filme e ler mais a respeito da vida de Lady W, ou Seymour Fleming, seu nome de solteira e que ela quis preservar.

A verdadeira história de Lady Worsley





Quadro pintado por Joshua Reynolds, onde Lady W veste um traje de montaria adaptado do uniforme do regimento de seu marido e que encontra-se na Harewwod House/England, e ao lado, Natalie Dormer usa uma reprodução dele confeccionada para o filme.




Seymour e seu amor, o Capitão George Bisset, com que fugiu esperando conseguir o divórcio de seu marido, Sir Richard Worsley.










A beleza e a garra de uma mulher que lutou por sua liberdade e idependência, numa época em que isso era praticamente impossível de ser obtido.



TRAILER - BBC Two



terça-feira, 5 de julho de 2016

O que fazer enquanto GOT não retorna













Essa postagem é, principalmente, dirigida a fãs de carteirinha de Game of Thrones.
E já vou avisando que tem SPOILERS, para quem pretende assistir ou está ainda nas primeiras temporadas.

Já que agora teremos um longo hiato de Game of Thrones, decidi rever a série desde seu primeiro episódio e reler alguns dos livros, dá pra matar a saudade e relembrar situações um tanto esmaecidas. Estou seguindo uma rotina: leio as páginas do livro relacionadas com determinado episódio e depois assisto a ele. Assim fiz com o primeiro episódio, que inicia e termina de forma bombástica, o que deve ter conquistado imediatamente milhares de interessados na história. As primeiras cento e poucas páginas de A Guerra dos Tronos/Livro Um retratam quase que fielmente o que vemos nas imagens da série (há pequenas diferenças que alguns notarão, por exemplo, no livro Bran tem 7 anos e na série, 10).

Dá uma certa tristeza observar a vida harmoniosa e feliz que os Stark tinham em Winterfell e saber que a família seria praticamente aniquilada em momentos de muita amargura e dor. Ver Theon Greyjoy como um jovem agregado deles, ainda portando um bilau e sua dignidade. Enxergar Daenerys como uma jovem inocente e abusada pela tirania de seu irmão Viserys (que era lindo mas muito mau), sem seus dragões e saber o quanto ela vai evoluir, tornado-se poderosa. E recordar o quanto Jaime e Cersei eram cruéis e por isso não ter nem um pingo de piedade por seus futuros sofrimentos, principalmente os da Rainha traiçoeira e egoísta. E chorar pela ruína de Bran, o que no entanto o levará a ser espiritualmente abençoado por um poder especial.

Praticamente, todos os personagens deste primeiro episódio estão mortos. Os que permanecem vivos, atravessaram muitas mudanças e transformaram-se drasticamente. E é nisso que a ficção espelha a realidade - ou a realidade inspira a ficção? Não temos a habilidade de imaginar nosso futuro, por mais que tentemos racionalizar, qualquer coisa pode acontecer que mude totalmente nossa trajetória. E tanto os "bons" quanto os "maus" podem ser castigados ou premiados, só entenderemos isso se olharmos os fatos de uma maneira global, não apenas as partes, mas o Todo. E a imortal luta entre o Bem e o Mal existe tanto no mundo real e no mundo criado pela imaginação humana, não terminará nunca porque é através dela que acontecem as alterações e elimina-se a estagnação.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Verdade, onde te escondes, queremos te encontrar!


Acabei de assistir ao filme TRUTH (Conspiração e Poder - detesto a maior parte destas versões de títulos para o português...), sensacional, precisa ser visto por jornalistas e qualquer pessoa que queira saber sobre jogos de poder entre a mídia (empresas) e os governos, que queira saber sobre o que rola nos bastidores, enfim, que deseje saber sobre as verdades que nos ocultam, as mentiras que nos entregam maquiadas como reais.

É daqueles filmes que quando acabam te deixam com a mente pulsando por mais e mais informação, e com o coração emocionado e com mais vontade de lutar por um ideal, seja ele utópico ou não.

É baseado em uma história real, o que o deixa mais formidável ainda.

E sem esquecer de citar a sempre fabulosa presença de Cate Blanchett como a jornalista produtora da CBS, Mary Papes e do enrugadíssimo mas ainda viril e talentoso Robert Redford, como o âncora Dan Rather, ambos envolvidos em seu trabalho para transmitir fatos, embora sempre haja alguém desejando que estes fatos sejam tidos como improváveis e falsos.

Especialmente recomendado a estudantes de Comunicação Social/Jornalismo e a quem pensa em entrar nessa bela e difícil carreira, hoje com sua reputação tão manchada, mas ainda podendo retornar ao caminho da ética - nem tudo está perdido, acredito nisso para continuar saindo da cama a cada manhã.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Bad transformation

Difícil aceitar que Jeffrey Dean Morgan transforma-se do sensual e caliente Jason de The Good Wife no próximo vilão de The Walking Dead, o brutal Negan.
Sem esquecer que ele já foi o mega pai dos mocinhos de Supernatural.
Fazer o Q?????

John Winchester, o heróico pai-caçador de entidades maléficas, em Supernatural


Jason, o investigador charmoso, namorando Alícia, The Good Wife


Negan, o  líder violento e assassino, em The Walkin Dead (a partir da sétima temporada)




The Walking Dead - sexta temporada na reta final

Nem ia comentar, mas The Walking Dead tá naquela fase em que só te deixa triste e desanimado, gente querida morrendo e bandidos se dando bem.
E no próximo episódio - o final desta temporada, a sexta - ainda vou ter que engolir meu querido herói de tantas séries, Jeffrey Dean Morgan, bancando o vilão.
Pô, já não basta a dura realidade?


Pra não dizer que é só choro e ranger de dentes...


E o amor impossível, mas profundo...